Recentemente a 3ª Turma do STJ reconheceu o direito à companheiro do mesmo sexo de receber previdência complementar. A relatora entendeu que, por analogia e pela lacuna na Lei, é perfeitamente aceitável o reconhecimento de entidade familiar as uniões de afeto entre pessoas do mesmo sexo, e condenou o pagamento de pensão post mortem ao autor da ação. Ambos, autor da herança e autor da ação, conviveram em união estável por mais de 15 anos.

Essa decisão sobre um fundo de previdência complementar fechado, vem consolidar a utilização da previdência como ferramenta de transmissão de patrimônio.

Uma das características dos planos de previdência complementar abertos é a sucessão garantida, onde qualquer participante tem o direito de nomear seus beneficiários, grantindo assim a transmissão de seu patrimônio à seus herdeiros sem a necessidade de um processo de inventário.

Transmitindo essa possibilidade para um casal de companheiros do mesmo sexo, que vivem uma relação sólida, que constituíram patrimônio ao longo da vida conjugal, poderão ter seus bens protegidos de qualquer dúvida na hipótese de uma fatalidade. Ou onde a família de um ou de ambos não reconhece a união homossexual e poderia brigar pelo patrimônio formado pelo casal após o falecimento de um dos companheiros, este casal teria como proteger seu patrimônio de todas essas ameaças e poderiam garantir a transmissão ao companheiro sobrevivente indiscutivelmente.

Mais do que aposentadoria a previdência complementar torna-se alternativa para transferir o patrimônio mais rapidamente para o beneficiário indicado e driblar os impostos, pois dispensa um processo de inventário.

Agora quem comprar um imóvel através de financiamento terá liberdade para escolher entre 3 seguradoras oferecidas pelo banco e/ou procurar outra opção com seu corretor. A regulamentação entrou em vigor no dia 18/fev. A expectativa é que a concorrência reduza o valor do seguro habitacional e consequentemente o valor da parcela.

Recentemente, vimos que a ANS acaba de anunciar a inclusão de mais 70 procedimentos em seu rol obrigatório. Ou seja, o governo, mesmo responsável pela saúde pública e suas falhas, regulamentando a saúde privada. Não sou contra a ANS, pelo contrário, admiro seu trabalho e reconheço seus acertos. Porém, não deveria ser assim, através de intervenção do governo.

A medicina avança, a expectativa de vida do brasileiro aumenta cada vez mais e os planos nõ se ajustam a essa realidade de uma população cada vez mais velha. Conforme surgem novos tratamentos as operadoras deveriam simplesmente adotá-los e garantir conforto aos seus usuários que já buscam uma outra alternativa para não depender do sistema público de saúde.  Mesmo assim, a ANS precisa regulamentar esses procedimentos a cada 2 anos.

Por exemplo, acho inaceitável um rol de transplantes. Todos os transplantes deveriam ser cobertos. Dá uma insegurança tão grande, pois o sujeito paga seu plano todos os meses e se precisar de um transplante que não está no rol, fica sem. Ou seja, quando mais precisar de seu plano de saúde é que perceberá que ele só atende gripe.

Por isso, frequentemente temos operadoras que sofrem intervenções, que são vendidas, ou que simplesmente não atendem, nos atolam em burocracia e, não rara as vezes, nos negam o que é obrigatório. E nesta situação só nos resta  socorrermos ao sistema público, ao governo.

De um lado temos planos baratos e fracos e de outro planos caros e bons, principlamente conforme envelhecemos. Será que, mesmo com intervenção da agência, conseguiremos alcançar a utopia de planos bons e baratos, ou pelo menos à um custo mais acessível?

Nos últimos tempos duas resoluções nos ajudaram: a portabilidade (ainda tímida) e o reajuste anual dos prêmios. Se operar no sitema suplementar de saúde fosse algo tão ruim, que só desse prejuízo, não havaeriam tantos disputando esse mercado.

Ainda há o que fazer, como ajustar os prêmios para as idades mais avançadas e oferecer coberturas para a população acima de 60. Daqui pra frente o número de centenários vai ser cada vez maior, e quando alcançarmos os 100 anos vamos voltar para o SUS?

Por enquanto, é só esperar que as políticas da ANS e a concorrência nos ajudem a alcançar um sistema suplementar utópico.

No caderno de Economia do Estado de São Paulo, saiu esta semana uma máteria do advogado Dr. Antonio Penteado Mendonça, falando sobre os eventos de origem climática que causaram destruição em cidades como Angra, São Luís do Paraitinga e Cunha e como as coberturas de seguro para estes eventos é virtualmente impossível.

Conforme parecer do autor, a razão dessa impossibilidade está na concentração do potencial dano em determinadas regiões e o interesse apenas dos consumidores desta região, o que compromete o princípio da mutualidade, inerente a atividade de seguro, e a precificação das apólices.

Como corretor de seguros concordo plenamente com a concentração de riscos e a quebra do mutualismo pela concentração de interesse nas regiões de risco. Porém, pensando como consumidor, como ficam os seguros residenciais? Ficam sem cobertura mesmo?

Neste tipo de seguro a cobertura básica é incêndio. Muitas pessoas fazem seguro de residência preocupando-se com cobertura para furto e roubo, e esses seguros são comercializados em todo Brasil. Não sei ao certo como são precificados, acredito que as seguradoras devem considerar o risco da região (principalmente estatísticas de furto e roubo), porém, diluindo nacionalmente.

Um exemplo claro é um bilhete residêncial do Bradesco, que não oferece cobertura de roubo/furto, mas que tem cobertura, além de incêndio, contra outros eventos naturais. Neste caso, onde o mutualismo está principalmente nas agências, não há a possibilidade de cobertura?

Não pode haver no seguro residencial uma cobertura “compreensiva” onde a seguradora pudesse “desconcentrar” esse risco para regiões que não tivessem esse risco…?

Voltando ao exemplo do Bradesco, esclareço que não comercializo mais seu seguro residencial pois o produto está “casado” ao desconto no seguro de automóvel. Agora, aumenta minha preocupação com a responsabilidade civil do corretor de seguros ao pensar se algum colega de Angra ou São Luís do Paraitinga, vendeu esse produto para conceder o desconto no auto e como vai ficar em frente à um segurado que perdeu o carro e a casa e acha que tem seguro dos dois? Como ficamos se o cliente questionar a venda desse produto se o ônus da prova é invertido, se a responsabilidade é objetiva?

Devemos aproveitar a época e as situações não apenas pensando em aumentar as vendas (já que há exemplos claros da necessidade de proteção), como também informar, deixar claro ao segurado quais eventos estão cobertos e quais não estão.

Afinal, Mesmo com a comoção social envolvida, duvido que as seguradoras estejam dispostas a assumir tanto sinistro…

Nesta Quarta-feira, dia 16 de dezembro, recebi um SINCORSP em Notícia, divulgando uma resposta dos executivos do Banco do Brasil – Seguros, quanto à uma consulta do nosso Presidente, Sr. Leôncio Arruda, conforme abaixo:

Resposta do Banco do Brasil
Quando fomos surpreendidos pela notícia de que o “Banco do Brasil venderá seguros em farmácias, lotéricas e bancas de jornais”, imediatamente escrevemos ao executivo do BB, Marcos Coltri, dizendo que o anunciado fere todas as conversações iniciadas recentemente. Dessa forma, solicitamos seu posicionamento a respeito e as reais intenções do BB para atuar com os corretores de seguros.

Prontamente recebemos a resposta – hoje, por email – reproduzida a seguir:

“Prezado Leoncio,
A informação está truncada e incompleta. Li diversos comentários sobre a matéria, a grande maioria destes, negativos. De fato vamos avançar nas vendas de produtos e serviços bancários (crédito, pagamentos e recebimentos etc) por meio de Correspondentes Bancários, pois é uma forma de diversificarmos nossos canais de distribuição (Coban, Internet, Central de Atendimento, Parcerias Varejistas etc).
Especificamente em relação à venda de Seguros por meio deste canal, nossa intenção é estabelecer parcerias com Corretores para que estes atuem em parceria com os Correspondentes Bancários. Adicionalmente, acredito que haverá Corretores interessados em se tornar Correspondentes Bancários, em complemento às suas atividades de Corretor, haja vista a possibilidade de agregação de novas funções e de recebimento de remuneração adicional à corretagem proporcionada pela venda dos seguros.

Por favor, desconsidere a matéria.
Forte abraço.
MARCOS Renato COLTRI
Gerente Executivo
Diretoria de Seguros, Previdência e Capitalização”

Quanto à figura de correspondente bancário, gostaria de aproveitar para pedir sua opinião a respeito. Peço escrever diretamente para mim.

Grande abraço,

Leoncio de Arruda

Aqui manifesto a minha opinião:

Não é a primeira vez que ouço essa história de correspondente bancário, o Itaú já havia divulgado essa idéia há alguns anos atrás, porém, não sei dizer se vingou por conta de tanta mudança. Eu não houvi mais nada.

Na palestra do Advogado, Dr. Antonio Penteado Mendonça, no Fórum de Benefícios ele falou uma coisa que me chamou a atenção: Nós não concorremos mais com outros corretores, nós concorremos com Bancos, Concessionárias, Supermercados e Lojas de Magazine (que já são correspondentes bancários ), e para sobrevivermos nesse mercado teremos que aprender a sermos além de corretores de seguros, advogados, contadores, marketeiros e principalmente administradores de empresa.

O que me preocupa com essa “divulgação” do seguro é a banalização do seguro, é venderem seguro como venderam remédio de farinha e leite com cal. Acha mesmo que um funcionário de lotérica ou de farmácia vai vender seguro, com responsabilidade, compromisso para o cliente, ética? Não vai. Vai ser mais uma meta, mais uma operação que o caixa vai aprender a fazer como pagar uma conta (do correspondente bancário).

 Também não podemos esquecer que além do Banco do Brasil também existe a operação da BV (que é BB). A BV também vende seguros, mas alguém sabe me dizer como? Não sei se é verdade mas ouvi dizer que os funcionários da BV “tiram a Susepinha” em um dia, on-line…Porquê então eu tive que fazer uma prova da Funenseg, tive que estudar por apostilas? Porquê eu não fui funcionário da BV antes? Será que o BB vai propor parcerias para os corretores com essa operação da BV também?

O Banco do Brasil me assusta, mas se realmente cumprir o que nós estamos ouvindo falar, de aproximar-se do corretor, seria algo bom, mas mesmo assim, devemos enxergar isso com cuidado. Afinal, como será essa aproximação? Há o exemplo das agências do Bradesco, tem corretor que adora tem corretor que quebra. E também não podemos nos esquecer de agência do Itaú-Porto Seguro que ainda é algo nebuloso.

 Agora, se o Banco do Brasil me propuser vender abertura de conta, pagamento de conta na minha corretora, talvez eu aceite. Há agregação de novas funções mas não considero um complemento da atividade, isso não complementa a atividade de seguros isso é uma outra atividade que deve ser analisada sob outro prisma, pois trará outras responsabilidades, outros tipos de despesas, etc.

Na minha região a sucursal da Allianz foi roubada. Trancaram todas as funcionárias no banheiro pra roubar não sei o que. Enfim, se assaltam seguradora, onde não tem dinheiro em caixa, imagina uma corretora que recebe contas, que tem que ter troco pra nota de R$50,00, de R$100,00. Será que vale a pena investir em segurança para “complementar a atividade”? Não sei se quero a minha corretora com a decoração de uma lotérica…

Quanto a essas parcerias com os corretores de seguros, também espero pra ver. Recentemente recebi uma revista da ACONSEG que só falava em parceria, assessoria. Um negócio tão bom que nem explicam o que são essas parcerias, se são co-corretagem com corretoras maiores, se é atendimento através de plataforma como Umbria, Humana, etc.

A propósito, eu acho errado esse tipo de parceria quando é forçada pela seguradora. Tive meu cadastro recusado em algumas seguradoras e fiquei muito insatisfeito, mas não é o caso.

O caso é que teremos que ver, qual é a parceria que o Banco do Brasil vai propor. Vai ser mais uma operadora de Affinity, como Bradesco inaugurou no ano passado, ou Allianz, ACE? Ou eles vão ter alguns grandes corretores e vão entubar isso nas lotéricas e farmácias? Ou vão ter uma corretora própria, ou uma corretora como a Fenae está para a CEF? Ou realmente vão procurar fazer contratos com os corretores regionais que estejam dispostos a se especializarem nessa área? Não sei, parceria pra mim é igual cabeça de bacalhau.

Um abraço. 

Algumas vezes a mesma informação te persegue. Esta semana em três ocasiões completamente diferentes ouvi a mesma coisa, e que faz muito sentido.
1º_ No último ENCOR-SINCORSP da minha região, um colega que sentou na mesma mesa, comentava sobre a idéia de unir alguns departamentos com outras corretoras para tentar reduzir despesas.
2º_ Em uma reunião da MARÍTIMA sobre a associação com a YASSUDA o delegado do SINCOR e o executivo da marítima comentaram sobre a importância de corretores de seguros se unirem visando alcançarem resultados com mais seguradoras.
3º_ A revista cobertura de setembro anunciou uma parceria entre a PAMCARY e a AON Affinity.
Bem, Se dois concorrentes gigantes se uniram para vender seguros à caminhoneiros, nós também o podemos. Seja com co-corretagem, ou através de cooperativas, ou simplesmente uma parceria entre corretores mais próximos, acredito que trata-se de uma grande estratégia.
Vejam bem, tomemos o seguinte exemplo: 4 corretores amigos elaboram um contrato e se unem. Cada um continuará com seu trabalho e respeitará o colega, explorará sua carteira, continuarão concorrentes, mas unirão seus interesses em objetivos comuns. Eu pensei em alguns resultados, sendo:
Produção: As seguradoras fazem campanhas e melhoram a comissão conforme a produção, sozinho um desses corretores, talvez conseguisse atingir a produção de apenas uma seguradora. Mas se dividir com outros três, se eles trocarem produção, cada um com uma seguradora, eles atingem a meta de quatro seguradoras, talvez mais. Depois é só dividir o dinheiro extra.
Sinistro: é possível também unir alguns setores da administração, entre eles o departamento de sinistro. Talvez cada um conseguisse regular seus sinistros facilmente, mas unir significa reduzir custos, um ou dois funcionários podem dar conta dos sinistros dos 4 corretores. Mas além da redução de despesas, eles ganham poder político, que seguradora vai querer negar o pagamento não pra um, mas para 4 corretores? Ganham em força.
Compras: Se unirem na hora de comprar materiais, negociar com fornecedores, também conseguem melhores condições de preço e reduzem seus custos. 4 corretoras consomem mais material de limpeza ou de papelaria que apenas uma. Quem vender esta quantidade maior vai ter interesse em dar um desconto, ou eles podem se planejar e comprar no atacado.
Não só sinistros e compras de materiais, mas também dá pra unir serviços como marketing, jurídico, tecnologia, etc.
Nesse tempo de fusão entre seguradoras para cumprir exigências do Conselho, porque não pensarmos da mesma forma? Uma maneira de destacar-se no mercado, difícil não apenas para os iniciantes, onde concorremos com corretoras internacionais e seus arranjos, bancos e suas vendas casadas, e também os bons profissionais.
Deixemos de pensar como inimigos, se podemos nos unir quando a questão é a sobrevivência.
Fica a sugestão.
Aquele abraço↓
hug-1

O Galo divulga.

Sou corretor de seguros e recentemente abri minha corretora. Ansioso e feliz pela conquista fui me cadastrar nas seguradoras. Serei sincero, não tenho grande produção e, por não achar interessante, não concentro produção em nenhuma seguradora. Fiquei surpreso com o desinteresse de algumas companhias.

Não entendo! Achei que uma seguradora tivesse interesse em vender através de qualquer um. Eu considero um privilégio quando um cliente vem me procurar, mesmo que seja para “leiloar” com o corretor antigo, com o banco, com o primo, com o irmão do amigo…

Sejamos francos. Alguma seguradora já tentou vender seus serviços? Nós corretores vamos atrás do cliente, tentamos encantá-lo com nossos argumentos, técnicos ou comerciais, nós vendemos um serviço. Alguém, de verdade, já “comprou” os serviços de uma seguradora que te procurou para cadastro (não para acordo)? Onde o gerente tenha apresentado a seguradora, seus diferenciais, suas reservas técnicas, participação no mercado, estrutura de atendimento, relação com o segurado, regulação de sinistro, campanhas de vendas, etc. Já?

Algumas como Yassuda e Tokio Marine simplesmente recusaram o cadastro. Outras, como Alfa simplesmente não retornaram, mesmo após várias formas de abordagem. Outras apresentaram plataformas. E a HDI informou o meu “descadastramento”, pois eu não produzi nada em seis meses e meu cadastro gera um custo para a seguradora. Custo? Que custo? Como se eu fosse o primeiro corretor, como se o sistema tivesse sido criado para mim, como se eu demandasse muita coisa ou fosse muito visitado pelo gerente, etc.

Bem, mas apesar das fusões ainda sobraram várias seguradoras no mercado. Seguradoras que te tratam como aquele velho princípio onde o cliente tem sempre a razão. Seguradoras que te dão, mesmo que um pouco, atenção, independente do que você produza.

Mas uma coisa eu lhes digo: Darei o mesmo atendimento e o mesmo retorno que me deram.

dezembro 2016
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