Recentemente, vimos que a ANS acaba de anunciar a inclusão de mais 70 procedimentos em seu rol obrigatório. Ou seja, o governo, mesmo responsável pela saúde pública e suas falhas, regulamentando a saúde privada. Não sou contra a ANS, pelo contrário, admiro seu trabalho e reconheço seus acertos. Porém, não deveria ser assim, através de intervenção do governo.

A medicina avança, a expectativa de vida do brasileiro aumenta cada vez mais e os planos nõ se ajustam a essa realidade de uma população cada vez mais velha. Conforme surgem novos tratamentos as operadoras deveriam simplesmente adotá-los e garantir conforto aos seus usuários que já buscam uma outra alternativa para não depender do sistema público de saúde.  Mesmo assim, a ANS precisa regulamentar esses procedimentos a cada 2 anos.

Por exemplo, acho inaceitável um rol de transplantes. Todos os transplantes deveriam ser cobertos. Dá uma insegurança tão grande, pois o sujeito paga seu plano todos os meses e se precisar de um transplante que não está no rol, fica sem. Ou seja, quando mais precisar de seu plano de saúde é que perceberá que ele só atende gripe.

Por isso, frequentemente temos operadoras que sofrem intervenções, que são vendidas, ou que simplesmente não atendem, nos atolam em burocracia e, não rara as vezes, nos negam o que é obrigatório. E nesta situação só nos resta  socorrermos ao sistema público, ao governo.

De um lado temos planos baratos e fracos e de outro planos caros e bons, principlamente conforme envelhecemos. Será que, mesmo com intervenção da agência, conseguiremos alcançar a utopia de planos bons e baratos, ou pelo menos à um custo mais acessível?

Nos últimos tempos duas resoluções nos ajudaram: a portabilidade (ainda tímida) e o reajuste anual dos prêmios. Se operar no sitema suplementar de saúde fosse algo tão ruim, que só desse prejuízo, não havaeriam tantos disputando esse mercado.

Ainda há o que fazer, como ajustar os prêmios para as idades mais avançadas e oferecer coberturas para a população acima de 60. Daqui pra frente o número de centenários vai ser cada vez maior, e quando alcançarmos os 100 anos vamos voltar para o SUS?

Por enquanto, é só esperar que as políticas da ANS e a concorrência nos ajudem a alcançar um sistema suplementar utópico.